Há uns dias, falei com uma antiga colega de faculdade, que está grávida, sobre o que a levou a tomar o passo. Entre várias razões, houve uma que me deixou a pensar na vida e no que fazemos com ela - a Joana disse-me que se apercebeu que só ainda não queria ter sido mãe porque tinha um medo enorme, avassalador de tomar essa decisão, de assumir essa responsabilidade, mas que, no fundo, queria "desesperadamente ser mãe!".
De facto, nem sempre a vida nos premeia com o trabalho ideal, com a casa ideal, com a vida ideal, com aquilo que sonhamos desde que pensamos na vida como um conjunto de objectivos a atingir.
E, mesmo sabendo nós que podemos ter mais ou menos sorte com o que encontramos nos nossos caminhos, o medo de enfrentarmos algo com o qual não sabemos lidar, que não temos "escrito" como reagir, tira-nos, muitas vezes, talvez mesmo demasiadas, passos que até poderiam ser tão bons, tão importantes.
Este medo decide, muitas vezes, por nós. Este é aquele medo que nos faz terminar um curso que não gostamos, que nos arranja as melhores desculpas quando temos uma consulta ou um exame importante marcado, que nos faz mudar de lado na rua porque se aproxima um cão daqueles grandes... e sem trela!
É um medo de ter de fugir e não conseguir, medo de ficar perdido, da sorte não premiar o amanhã.
Mas este medo pode ser também confundido com a ambição e esperança que vai desenhando o futuro como sonhos. E passo a explicar...
A vontade de alcançarmos o que sonhámos como ideal, como atingível ao nosso rumo, cria, em torno das nossas escolhas, uma censura que apelidamos de "medo de não conseguir", "medo de não estar à altura", "medo de errar", de ainda não ser o momento certo... medo de nos desapontarmos connosco próprios.
A verdade é que o dia de amanhã, que temos como certo que será melhor, pode não chegar sob essa forma cor-de-rosa, pode nunca dar-nos (sequer!) oportunidade de optar correctamente.
Nesta história toda, é bom irmo-nos apercebendo destes ilusionismos que nos fascinam e nos encantam (ou enganam), desviando-nos dos verdadeiros objectivos e das suas mais puras essências. Só assim podemos tentar viver mais e melhor, entender o que estamos a perder e a altura certa para fazer cada coisa.
Vencer cada medo hoje, torna-nos pessoas melhores amanhã. Mais genuínas.
20 março 2012
03 março 2012
a velha intuição
Acho que ainda não escrevi sobre um assunto que me tem acompanhado desde Novembro e que tem preenchido um pouco mais a minha vida de mística, magia, descobertas, curiosidades, filosofias, ideologias - o Feng Shui.
Não quero falar dele como conceito ou como princípios de vida, apenas me deu vontade de escrever, como forma de desabafo, acerca do módulo que agora está a ser desenvolvido, a minha lacuna desde que me conheço - o Módulo Intuitivo.
Digamos que sou uma mulher com um "sexto sentido" muito ligado à razão. Nos últimos anos tenho tentado ligar-me muito mais ao lado intuitivo e espiritual do mundo que me rodeia. Tenho tentado reunir em mim uma condição espiritual que me integre, quase, no campo das "bruxinhas", como diz o meu pai.
Posso desde já assumir que, de facto, tem tido algum efeito, tem-me dado imenso prazer esta descoberta de um mundo quase paralelo que constrói a minha "religião", onde deposito a minha "crença"... até que me confronto com um pêndulo e umas varetas que, comigo, não funcionam!
E fico triste de não funcionarem... o que sinto faz-me lembrar o que sentia naquelas experiências da moeda e do copo em que "alguém está a mexer o copo!". E acho que é este sentimento de "teste" que me está a bloquear a metafísica, a intuição e a ligação a um espaço mais invisível e mais sentido.
Gostava mesmo que, em alguma dúvida, pudesse pensar "vou consultar o pêndulo", da mesma forma que quando somos crianças com dúvidas existenciais pensávamos "vou perguntar à mamã".
Já que esta parte não se tem realizado, vou tentar continuar atenta à intuição, aos sentidos e sentimentos apurados, às auras que preenchem os espaços, ao prana de que tenho tantas saudades, ao meu chakra do plexo solar que me dói de vez em quando.
Não quero falar dele como conceito ou como princípios de vida, apenas me deu vontade de escrever, como forma de desabafo, acerca do módulo que agora está a ser desenvolvido, a minha lacuna desde que me conheço - o Módulo Intuitivo.
Digamos que sou uma mulher com um "sexto sentido" muito ligado à razão. Nos últimos anos tenho tentado ligar-me muito mais ao lado intuitivo e espiritual do mundo que me rodeia. Tenho tentado reunir em mim uma condição espiritual que me integre, quase, no campo das "bruxinhas", como diz o meu pai.
Posso desde já assumir que, de facto, tem tido algum efeito, tem-me dado imenso prazer esta descoberta de um mundo quase paralelo que constrói a minha "religião", onde deposito a minha "crença"... até que me confronto com um pêndulo e umas varetas que, comigo, não funcionam!
E fico triste de não funcionarem... o que sinto faz-me lembrar o que sentia naquelas experiências da moeda e do copo em que "alguém está a mexer o copo!". E acho que é este sentimento de "teste" que me está a bloquear a metafísica, a intuição e a ligação a um espaço mais invisível e mais sentido.
Gostava mesmo que, em alguma dúvida, pudesse pensar "vou consultar o pêndulo", da mesma forma que quando somos crianças com dúvidas existenciais pensávamos "vou perguntar à mamã".
Já que esta parte não se tem realizado, vou tentar continuar atenta à intuição, aos sentidos e sentimentos apurados, às auras que preenchem os espaços, ao prana de que tenho tantas saudades, ao meu chakra do plexo solar que me dói de vez em quando.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
